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19 de março de 2012

Muita criação para pouca finalização....


créditos a imagem: globoesporte.com

    Foi um dos piores jogos do Atlético nesta temporada de 2012. O Furacão jogou mal e empatou em 1 a 1 com o Roma de Apucarana, em alguns momentos cheguei a me perguntar como o Furacão não conseguiu fazer daquele jogo, um dos melhores, pois com boa parte da posse de bola e muitas investidas ainda nos primeiros minutos, era visível que um grande jogo favorável ao Rubro-Negro estava por vir.  Mas, não foi isso que aconteceu, era um time totalmente perdido e desesperado do meio campo pra frente. Havia muita criação para pouca finalização. Assim como o técnico Carrasco disse em sua coletiva no final do jogo;  - A preocupação viria se não se criasse chances. Isso está, isso fica. Os nossos jogadores criam, mas têm que ser mais malandro. Claro, não se pode perder tanto, porque não é só hoje. Foi na partida passada e na outra.
    É o que eu venho dizendo em meus últimos comentários, o Furacão possui tantos atacantes, mas nenhum que seja "malandro" suficiente para ser o matador da equipe, chances foram o que não faltaram. Reparei também durante a partida, a falta que o Paulo Baier fez. Um velho problema que perseguiu o Furacão em boa parte do Campeonato Brasileiro do ano passado, esta se repetindo.  A carência do Maestro para algumas jogadas, ficaram evidentes em alguns momentos, principalmente no quesito bola parada, faltas próximas a área que certamente acarretariam em gols, nenhum jogador foi qualificado o suficiente para suprir a falta dele. É inaceitável um time com tanta qualidade em criação de jogadas, ter feito o único gol de pênalti, chega a ser um  desperdício do trabalho de quem cria. E mais, foi ridícula a cobrança do atacante Guerrón, e já não é a primeira vez que um jogador do Furacão perder, ou quase perde uma cobrança de pênalti, falta treinamento disso. Acredito que o pênalti, é um gol feito já. Não tirando méritos do goleiro da equipe do Roma, mas um jogador de qualidade sabe que o pênalti é chegar e meter a pancada, sem essa de ficar escolhendo o cantinho aonde vai bater, se vai ser com cavadinha ou qualquer outra coisa, é insignificante.  Futebol é feito para se jogar e não para se enfeitar. Temos o futebol arte, mas em certas ocasiões ele não precisa ser mostrado.
    Essa semana será livre de jogos para o Furacão, será uma boa para o técnico Carrasco focar forças apenas no aperfeiçoamento do ataque, em cobranças de pênalti (por mais ridículo que seja, mas é algo necessário nos tempos patifes em que o nosso futebol vive) e cobranças de bola parada em geral. Pois acredito que se o Atlético tem um pensamento em seguir em frente na Copa do Brasil e conseguir ser campeão do segundo turno do Paranaense, precisará e muito de gols, e não só da criação.

Evellyn Heloise