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6 de setembro de 2012

Cada vez pior.

créditos a imagem: globoesporte.com

    Times posicionados, onze de cada lado... Mas não por muito tempo. O Coritiba praticamente começou a partida com um a menos. No primeiro lance de ataque do jogo, o zagueiro Escudero, já conhecido pelo estilo truculento desde os tempos de Corinthians, deu um carrinho violento no atacante Ananias, que invadia a área para ficar cara a cara com Vanderlei, após vacilo de Luccas Claro. O árbitro Fabrício Neves Correa não teve dúvida: apesar da pressão dos jogadores do Coxa, expulsou o argentino. Os visitantes se abateram, e a Lusa cresceu. Recuperado de lesão, o capitão Marcelo Cordeiro se mostrava a principal arma na criação de jogadas dos rubro-verdes, apostando no jogo aéreo pelo lado esquerdo. E foi dos pés dele, junto com o oportunismo de Bruno Mineiro, que saiu o gol da Lusa. Em cobrança de escanteio, o lateral colocou a bola na cabeça do atacante de 1,75m: 1 a 0 para a Portuguesa.A reação do técnico Marcelo Oliveira, buscando evitar o pior para a equipe paranaense, foi sacar o atacante Marcel para a entrada do volante Chico. Com a marcação reforçada, o Coritiba passou a criar mais, principalmente nas jogadas individuais. A principal delas com Rafinha: ele disparou em velocidade, invadiu a área pela esquerda e “varreu“ os marcadores Moisés, Gustavo e Rogério. Antes da finalização, Boquita, por trás, deu o tranco e Rafinha caiu na área. Os jogadores do Coritiba pediram pênalti. O árbitro nada marcou. Protagonistas do gol rubro-verde, Marcelo Cordeiro e Bruno Mineiro continuaram infernizando a defesa do Coxa. No lance mais perigoso, o lateral deixou Moisés cara a cara com Vanderlei, mas o goleiro alviverde fez boa defesa. Preocupando-se em não tomar o segundo, a equipe visitante pecava nos passes errados.
     Se o Coritiba ainda sonhava equilibrar o jogo após o intervalo, essa esperança acabou em exatos 10 segundos. Embora tenha saído com a posse de bola, o visitante vacilou e permitiu arrancada fulminante de Bruno Mineiro. De fora da área, ele disparou no ângulo esquerdo, sem chance para Vanderlei: gol-relâmpago e aumento da vantagem lusitana. Completamente desarrumado em campo, principalmente no setor defensivo, o Coxa passou a fazer mais faltas e a controlar cada vez menos a posse de bola. Preocupado em reclamar com a arbitragem, o time paranaense não demorou a piorar sua situação. Em cruzamento preciso de Ferdinando pela lateral-direita, o baixinho Ananias, de apenas 1,66m, subiu mais que a zaga adversária, na altura da marca do pênalti, e fez o terceiro da Lusa. Com a vantagem no placar, a postura da Portuguesa foi de deixar o tempo passar. Outras chances ainda vieram, em lances isolados, como um cabeceio de Bruno Mineiro e um chute cruzado de Diguinho, que explodiu na trave. Rendido, o Coritiba apostava nas jogadas individuais de Rafinha. Formado no Canindé, ele ouviu xingamentos ao tentar simular um pênalti na reta final da partida.

Evellyn Heloise

fonte: globoesporte.com