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25 de março de 2013

Sem tabus...

créditos a imagem: globoesporte.com

     E o Tricolor quebrou tabus no clássico da tarde do ultimo domingo (24/03), com a vitória de 2 x 3 sobre o Coritiba.
     Foi um belo jogo de futebol, ambas as equipes ocuparam seus lugares e mostram porque são um dos times principais do estado.
     O Coritiba que levava a vantagem em clássicos e vitórias sobre o Tricolor (era 17 anos sem vitorias Tricolores no Couto Pereira), viu o adversário surpreender em campo e arrancar a sua invencibilidade, na esperança de ver um elenco recuado e totalmente fechado, o que se encontrou foi  um time totalmente ofensivo e com a marcação adiantada, o que facilitou o Paraná a entrar com frequência no sistema defensivo do Alviverde.
     - Surpreendeu, pois veio com um jogo aberto e um jogo franco. O primeiro tempo nós não conseguimos encaixar. Nós fomos surpreendido com um gol muito rápido. Pelo primeiro tempo, foi merecido pelo que o Paraná construiu - confessou o técnico Marquinhos Santos.
     Em minha opinião, tivemos um duelo de dois dos melhores técnicos deste paranaense. Ambos armam perfeitamente suas equipes, estudando detalhadamente seus adversários e quais jogadores se encaixaram melhor nas posições e sistemas táticos adequados para a conquista de um resultado relevante a seu favor. É o contrário do técnico Arthur Bernardes do Atlético-PR, ele muitas vezes desarruma seu sistema tático durante o jogo para corrigir posições de jogadores que deveriam ter iniciado a partida em campo, ao invés no banco. Porém, hoje meus elogios são as mentes brilhantemente táticas de Coritiba e Paraná.
     A forma com que Toninho Cecílio armou o Paraná para o clássico, foi ótima. Ele estudou quais os defeitos do Coritiba, o que vou dizer a seguir, não é uma critica destrutiva ao Coritiba, e sim construtiva, para vocês torcedores repararem como o elenco se comparta errando repetidas vezes em certas áreas, o que poderá prejudica-los no brasileirão.
     O Coritiba, ou melhor, alguns jogadores, sobre com a vamos chamar de Síndrome de Neymar, que basicamente consiste em querer se aparecer, ao invés de mostrar seu futebol. Temos como exemplo o jogador Rafinha, que passa aquela imagem de jogador esquentadinho que gosta de uma confusão para ser reconhecido desta forma, porém ficaria muito mais bonito para ele se jogasse como joga em alguns jogos, na humildade, na dele, com companheirismo e fidelidade a equipe, e não somente pensando nele. Pois, acredito que o que ele não enxergar, é que cartões amarelos e possíveis expulsões prejudicam além dele mesmo, a toda equipe, onde o treinador precisara arrumar equipe novamente para encaixar um jogador substituto. E infelizmente isso esta começando a acontecer com o jogador Lincoln. Então é hora dos jogadores do Coritiba, tirarem este complexo de superioridade da mente, se não chega em um Brasileirão, ou Copa do Brasil e irão nadar, nadar e nadar e morrer na praia novamente.
     Voltando ao Paraná, apesar de sua atuação brilhante em campo, o técnico Toninho Cecílio disse que quer mais maturidade do Tricolor.
      - Nós temos que evoluir na maturidade de segurar um resultado como esse. A equipe está de parabéns, mas eu preciso trabalhar essa situação de voltar para o segundo tempo e segurar um pouco mais para não sofrer. Foi uma vitória muito boa, mas sofremos. Lógico que o adversário impõe isso pela qualidade técnica. O resultado foi bom, com uma apresentação boa.
     O próximo jogo do Verdão acontece na quarta-feira, às 22h, contra o lanterna Nacional-PR. Já o Paraná joga na quinta, às 21h, contra o Operário-PR, na Vila Capanema.

Evellyn Heloise