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10 de abril de 2012

E a luta continua....


créditos a imagem: globoesporte.com

     E o Coritiba segue confiante na busca do título do segundo turno do Campeonato Paranaense. Após a sua vitória perante o Cianorte no Couto Pereira na noite de ontem, e contando com a ajudinha de seus rivais de título garantiu a liderança por mais uma rodada. O Furacão ficou no empate com o Timãzinho e o Londrina perdeu para o Operário aos 46 do segundo tempo.
    O Coritiba teve Lincoln fora da partida por motivos ainda não divulgados, o que trouxe a volta de Rafinha á campo,  que fez o time ter mais movimentação ofensiva  e rapidez nas jogadas. Apesar de toda essa agilidade, os lados do campo continuam frágeis. O Coxa esta necessitando e muito de laterais experientes e ágeis assim como o restante do time. Não podemos ter o melhor ataque com a defesa aberta, não adiantará nada. Se bem que ultimamente, a “cabeça” do Coritiba tem sido a zaga. O zagueiro artilheiro Emerson, está com 8 gols no Campeonato Paranaense, e com 18 no Coritiba. O que trouxe um recorde em sua carreira, igualando-se á Zambiasi, ex-zagueiro do Verdão. Ao meu parecer, é um jogador para o Coritiba daqueles que ninguém bota defeito, e daqueles também que nenhum técnico se atreveria a tirar de uma escalação (pelo menos agora), além de ser decisivo na defesa, é também decisivo no resultado de muitos jogos do Coxa. Então nada de tirarem o Emerson de campo, a torcida agradece.
    O primeiro tempo, foi uma partida sem emoção. Tanto o Coritiba quanto o Leão do Vale não tiveram força ofensiva para lances perigosos. Percebi que o Verdão apresentou bastante dificuldade na criação das jogadas. Nos últimos jogos, Tcheco vinha sendo aquele jogador decisivo para essa área, mas nesse jogo em especial, tão pouco fez. Esperávamos mais de Rafinha neste jogo exatamente para o setor de criações, mas também não surtiu aquele efeito. Não só tendo problemas nas criações volto a falar da falta de paciência do elenco em finalizar. É aquela velha historia de se olhar pra onde está batendo, ou cruzando a bola. Imagino o quão desesperador foi para o Coritiba essa partida por conta de já saber dos resultados de seus adversários, uma derrota ou empate seria ruim e deixaria o Atlético mais perto, então era vencer ou vencer. Mas pra que tanto desespero? Como diria meu professor, o que importa é a qualidade e não a quantidade. De que adianta você saber chutar bem, se todos os seus chutes forem para fora? E esse tem sido um dos problemas do Coxa, percebemos principalmente por termos um zagueiro artilheiro. Isso significa muito gol de bola parada, e pouco aproveitamento dos atacantes e das jogadas de bola correndo.
    No segundo tempo, o jogo deu aquela animada, com boas chances do Coritiba. Mas algumas reações de um certo jogador me chamou atenção. Rafinha. Acredito que não foi apenas eu quem percebeu isso, mas o jogador se estressou muitas vezes na partida por motivos fúteis, e na maioria das vezes tentava resolver na base da “bancada” revidando marcações dos adversários com cotoveladas e carrinhos desnecessários. E não foi apenas esse jogador, que teve seus “surtos” em campo. Tcheco mostrou-se bastante desestabilizado emocionalmente. Era imprescindível uma vitória para o Coritiba, o Cianorte estava com dois jogadores a menos desde um pouco antes da metade do segundo tempo. O que trazia certa facilidade em armar jogadas, e partir pro ataque. Uma das expulsões do time do Cianorte, acredito eu que foi desnecessária, sem contar que em alguns lances o Coritiba foi poupando de levar cartões amarelos e até mesmo vermelhos nas situações de falta de concentração emocional dos jogadores, principalmente de Rafinha.
Agora o Coritiba depende apenas de si mesmo para chegar nas finais, após o vacilo do seu rival e principalmente começar a se organizar e saber jogar controlado um jogo importante, sem irritações, nervosismo ou algo do tipo.

Evellyn Heloise