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20 de janeiro de 2013

Arrancada ou tropeço?

créditos a imagem: globoesporte.com


     Começo morno para o Furacão na temporada de 2013. Em um jogo onde muitos esperavam tudo, ocorreu o pouco. O Atlético cedeu o empate para o centenário do ano Rio Branco, e o jogo terminou com o placar de 1 a 1, no Ecoestádio.

      O Rubro-Negro tomou a decisão de começar o Campeonato Paranaense com um elenco composto de jogadores do time sub-23. Porém, tenho minhas controvérsias com relação a essa decisão. Acredito na intenção da comissão técnica em realizar este trabalho primeiro, para preparar melhor o elenco principal para o – no meu ponto de vista- dificílimo Campeonato Brasileiro deste ano, pois como todos nós vemos, os times brasileiros estão cada vez mais bem preparados e procurando aperfeiçoar seus elencos a cada ano. É um lado bom, preparar mais o elenco principal? Sim, porém tem seu lado ruim. Creio que o Paranaense, serve para criar entrosamento entre os jogadores, para chegar em um campeonato de nível nacional ou até mesmo sulamericano, e fazer bonito, para deixar de lado aquela velha impressão de que times paranaenses não chegam longe em campeonatos assim. E não, um campeonato estadual não serve apenas para levantar uma taça qualquer e se vangloriar com títulos sobre o rival. O nome disso é campeonato amador, que até mesmo na cidade de Curitiba, é mais valorizado do que o Campeonato Estadual.

      Sinto, que para os garotos da base, isso é importante. Para mostrar que podem integrar o elenco principal e avançar em suas carreiras. Porém, se em um jogo qualquer, um certo jogador não atinge o nível esperado, ele logo é substituído e perder a oportunidade, isso faz com que o jogador muitas vezes, seja “queimado”. Pois foi apenas um jogo, que ele não deu todo o seu futebol em campo. Isso ocorreu inúmeras vezes no Atlético, em 2012. Temos inúmero exemplos, que no jogo de hoje, fizeram seu trabalho, mostraram seu futebol, e em sua oportunidade no ano passado, não mostraram isso. E logo foram substituídos. Sem contar que muitos, não tem a experiência de chegar e resolver um placar, resolver um jogo.

      Temos como exemplo, os três times principais do estado. Atlético e Coritiba, entraram em campo na estreia e planejam ficar deste modo até o fim do primeiro turno, com times mistos. Metade sub-20/23 e alguns jogadores do profissional. Porém, ambos empataram. Pois não tinham, seus grandes mestres em campo. Já o Paraná Clube, fez bonito na estreia, entrou com tudo, elenco principal completinho e venceu por 4 a 0 o Nacional. É ai que fica aquela duvida, de que realmente, inventam tanto no nosso futebol, prejudicando jogadores, e fazendo torcedores sofrerem e enraivecerem, pois que todo aquele encanto que tínhamos a uns anos atrás, foi embora. Hoje vemos, praticamente peladas em campo nos campeonatos estaduais. Precisamos resgatar o verdadeiro futebol. Venho falando isso a vocês, a um certo tempo já. É porque assim como muito de vocês, amo o futebol pelo o que ele é, e não pelo o que ele se transformou. Quero e preservo o futebol verdadeiro. Não o futebol do marketing, não ao futebol do dinheiro.

     Fim ao futebol vergonha. Fim aos coros no final dos jogos, de vaias e entoo de “Vergonha” ou “Timinho” pela torcida. Fim a impressão de que o time poderia ter sido melhor em campo. E fim ás lamentações de jogadores, dizendo que o jogo foi ruim e no próximo podem ser melhor.

      O Furacão volta a campo na quinta-feira, às 20h30, o Atlético-PR visita o Nacional-PR no Estádio Erich George.

Evellyn Heloise